Introdução
As Dyplasias Acromelicas incluem a Displasia Acromicrica (AD) e a Displasia Geleofísica Tipo 2 (GD2), doenças raras causadas por variante do gene FBN1 na região conhecida como TB5. Essas condições caracterizam-se por estatura significativamente reduzida e envolvimento de sistemas variados no organismo.
Objetivo do Estudo
O objetivo principal do estudo em questão foi caracterizar o espectro clínico, correlações genótipo-fenótipo e resultados da terapia com hormônio de crescimento em um conjunto de pacientes chineses afetados pelas doenças FBN1 relacionadas.
Metodologia do Estudo
Foram realizadas análises retrospectivas de 14 pacientes com AD ou GD2 de oito famílias não relacionadas. Os dados clínicos, radiográficos e genéticos foram coletados e correlações genótipo-fenótipo exploradas, complementadas com dados de dois outros conjuntos publicados anteriormente de 52 pacientes. Além disso, os resultados da terapia com hormônio de crescimento foram avaliados em pacientes que receberam tratamento com hormônio humano recombinante.
Resultados do Estudo
Todos os pacientes apresentaram severa retardo de crescimento (com média de -5.28 ± 1.13) com característica de brachidecimalia e atraso na idade óssea. O envolvimento de sistemas variados, incluindo anormalidades ósseos, complicações respiratórias e auditivas, espessamento da pele, limitação articular, hepatomegalia e doença cardiovascular no GD2 (50.0%), foi frequente. Variações missense foram verificadas no dominio TB5; duas variações de novo foram identificadas nesse estudo.
Além disso, um estudo comparativo entre as duas doenças revelou uma mortalidade maior em pacientes com GD2 comparado àquela em pacientes com AD. De modo particular, variações missense foram verificadas em ciste ou resíduos aromáticos no dominio TB5, demonstrando um pior desfecho em termos de morte.
Conclusões
Em conclusão, doenças FBN1 relacionadas representam desordens multisistema e não apenas displasias ósseas isoladas. Variações missense no dominio ciste ou aromático do dominio TB5 apresentam-se como piores candidatos ao desfecho. Além disso, a terapia com hormônio de crescimento auxilia no tratamento para manter a velocidade de crescimento, mas não implica em crescimento significativo durante as terapias realizadas. Esses achados indicam que a estratificação molecular pode ser útil para avaliar risco e decisão clínica, ainda que a precisão das correlações precisem ser verificadas em estudos futuros.