A Luz nos Tempos Atuais: Como as LEDs Podeem Salvá-los Nosso Céu Noturno
Entenda como as LEDs podem salvar o céu noturno e por que sua excessiva utilização é um problema significativo.
A Luz nos Tempos Atuais: Uma Ameaça ao Céu Noturno
Em uma noite fria na primavera de Londres, sob céu encoberto, a prestigiosa praça Trafalgar Square está aberta ao meu redor. Ao pé da estátua de Lord Nelson, a Galeria Nacional repousa atrás, e ao lado da igreja de St Martin-in-the-Fields. Desde o século XIII, o local serviu como estábulo real para gaivotas e, posteriormente, para cavalos. Até 1844, ele se tornou um espaço público no coração de uma das maiores cidades do mundo.
Embora a presença da praça se estenda por esse arco de tempo histórico, não é a razão pela qual estou aqui. Meu interesse é mais específico: quero saber o que acontece com espaços como esse quando a luz artificial, em particular das LEDs, invadem. Meu acompanhante dessa noite é Simon Thorp, um designer de iluminação local, que se ajoelha nas sombras perto da espira de Nelson, com um medidor de luz em mãos.
“Duas lux”, ele relata, “e é muito confortável aqui”. Duas lux é entre dez e vinte vezes a iluminância de uma lua cheia completa. Podemos nos ver claramente, e um sinal próximo assegura que a televisão por circuito fechado (CCTV) opera para segurança.
O Impacto das LEDs no Céu Noturno
Trafalgar Square captura a relação entre luz e escuridão existente quase em toda cidade, vila ou pequeno povoado ao redor do mundo. A iluminação aqui é uma mistura de tecnologias antigas e novas, de sombra e reflexos, em que luminárias de gás ornamentais à frente da Galeria Nacional são quase obscurecidas pelas LEDs nas modernas versões de luminárias clássicas com "brônzeo e vidro" a poucos metros de distância — tecnologia do século XXI habitando no projeto de desenho de século XIX.
Em partes de Londres, como em muitas cidades ao redor do mundo, os níveis de iluminação são excessivos, e uma iluminação sem proteção explode em todas as direções. E ironicamente, muito luz cria perigos: faz sombras, impede nossa visão e dá a ilusão sem a realidade de segurança.
O problema das iluminuras hoje é que invadem nosso mundo. A cidade está cheia de dispositivos sem proteção, espalhando luz em direções que não deveriam.
A Verdadeira Luz em Londres e Paris
Em uma perspectiva diferente, as cidades de Londres e Paris, onde as luzes nas ruas expandiram a civilização em meados do século XIX, são modelos que mostram o problema e a solução certa. A cidade é um espaço onde as luzes se mesclam em diversas cores, em uma combinação harmônica de tecnologias antigas e novas, criando uma visão de beleza na noite.
Nem Londres nem Paris são apenas lugares de luz, mas ambos apresentam as consequências das luzes artificiais em nossas vidas. A partir de agora, é possível entender que não há necessidade de aumentar a luz para sentir segurança. A verdadeira luz é a luz que ilumina o que precisa ser visto.
A Luz que Protege
Em suma, a luz que protege não é mais apenas uma questão de segurança ou iluminação. É algo que está muito além disso. A luz que protege é a luz que faz as pessoas se sentirem seguras, sem medo.
Com o advento das LEDs, que são mais eficientes em termos de energia e permitem ajustes de cor e intensidade precisos, a luz que ilumina não precisa mais se concentrar na segurança e sim na harmonia da vida.
Agora, é hora de rejeitar a ideia de que mais luz significa mais segurança e que menos luz significa menos segurança. A verdadeira luz que protege é a luz que permite que as pessoas andem e vivam sem medo.
Em uma cidade em constante movimento, onde pessoas de todos os cantos do planeta vivem e interagem, a luz que protege é a luz que faz essa conexão e promove a segurança em um mundo onde a noite e o dia precisam ser entendidos de uma forma mais profunda.
Não é mais tempo para mais luz e menos segurança. É tempo de entender a luz e aprender com o que temos. É tempo de aprender a viver com a luz que protege.