segunda-feira, 29 de junho

Calor extremo: efeitos no cérebro
Tecnologia 29/06/2026

Calor extremo: efeitos no cérebro

A ciência descobre as razões pelas quais o calor extremo afeta nossa saúde mental

Calor extremo: efeitos no cérebro

O calor extremo é uma das principais ameaças à saúde nos últimos tempos. Em junho, a Europa sofreu com um calor extremo, com a Inglaterra registrando a temperatura mais alta da história a 36,1°C no mês. No entanto, o que ocorre com nossos cérebro quando estamos expostos ao calor extremo?

Apsos e confusão

A exposição ao calor extremo pode causar esgotamento e confusão. A pesquisadora Catherine Thompson afirma que dificilmente podemos estudar diretamente como o calor extremo afeta a nossa habilidade de pensar. Em vez disso, ela está estudando como o calor extremo afeta os bombeiros. Ela quer saber como a exposição ao calor afeta a habilidade deles de focar e controlar a atenção. O estudo revelou que os bombeiros tiveram dificuldades em focusing e controle de atenção logo após a exposição ao calor, algo que as pessoas em onda de calor podem comemorar. Além disso, pesquisas realizadas com ratos e camundongos mostraram que a exposição ao calor pode alterar a forma como as sinalizações químicas funcionam no cérebro.

Mental health e impacto do calor

A pesquisa também mostrou que a exposição ao calor extremo tem um impacto mais sério na saúde mental. Os estudos realizados com a população sugerem que a exposição ao calor extremo aumenta o risco de problemas mentais. O calor extremo também interfere com o funcionamento das redes de comunicação no cérebro e pode afetar a forma como a oxigênio chega ao cérebro.

Conclusões e aplicação

Os resultados desses estudos apontam para a necessidade de uma compreensão mais profunda dos mecanismos subjacentes aos efeitos negativos do calor extremo na saúde mental. Além disso, as conclusões desses estudos podem ajudar a desenvolver estratégias para minimizar esse impacto e proteger a população contra as consequências negativas do calor extremo.

Ainda há muito a se saber

Apesar das descobertas feitas por esses estudos, o cientista Joshua Wortzel afirmou em uma recente entrevista na revista The Scientist que ainda há muito a ser descoberto sobre os efeitos do calor extremo na saúde mental. Ele afirmou que os estudos devem continuar e que a comunidade científica deve estar consciente das necessidades de desenvolver estratégias para minimizar o impacto do calor extremo.

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