Alcolumbre marca sessão para votar ‘pauta-bomba’ enquanto encontro com Lula não sai
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, inclui na ordem do dia da terça-feira a votação da PEC que prevê a aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e de combate a endemias, enquanto a possibilidade de um encontro entre ele e o presidente Lula permanece em aberto.
O governo no Senado é liderado por Teresa Leitão
A nova líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), disse ontem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que os projetos de interesse do Palácio do Planalto na Casa de Salão Azul só serão destravados depois que ele tiver uma conversa com Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
Em sua primeira reunião com Lula após assumir o cargo deixado por Jaques Wagner (PT-BA) – abatido após ter o nome citado no escândalo do Banco Master -, Teresa engrossou o coro dos ministros que tentam promover a reaproximação entre o chefe do Executivo e o presidente do Senado.
Alcolumbre inclui votação de PEC
Alcolumbre incluiu na ordem do dia desta terça-feira a votação em plenário da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e de combate a endemias. A equipe econômica classifica a medida como “pauta-bomba”, uma vez que ela provoca impacto de aproximadamente R$ 30 bilhões sobre as contas públicas ao longo de dez anos.
A nova líder do governo no Senado, Teresa Leitão, disse que atuará para ‘fortalecer a articulação entre o Palácio do Planalto, a base aliada e os parlamentares, especialmente os líderes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre’.
Encontro entre Alcolumbre e Lula não sai
A possibilidade de um encontro entre Alcolumbre e Lula permanece em aberto. Teresa Leitão disse que ‘se reuniu com Lula na manhã desta terça-feira, ao lado do ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e acertou os próximos passos para garantir que as pautas de interesse do povo brasileiro continuem avançando’.
A equipe econômica classifica a medida como “pauta-bomba”, uma vez que ela provoca impacto de aproximadamente R$ 30 bilhões sobre as contas públicas ao longo de dez anos.